Onde Está o Amor? O show.
Por Marcos Cunha*

Foto: divulgação
Nico Nicolaiewsky apresentou, na noite dessa quarta-feira, 19 de março, em Porto Alegre, o show do disco “Onde Está o Amor?”, seu mais novo trabalho. O espetáculo foi rápido, menos de uma hora e meia, e, apesar do bom público, não chegou a lotar o teatro do Bourboun Country.
A apresentação começou com “Advertência”, música que encerra o disco e, aparentemente em conflito com o tema do cd, sentencia: “Se você quer sinceridade, fique longe das canções/Pois aqui nada é de verdade/Nem o amor, nem as paixões”. Mas o que se seguiu foi uma verdadeira ode ao amor.
“Só Eu e Mais Ninguém”, “Volta Menina” e “Te Amei Tanto” deram um tom pastel romântico ao teatro. Fortes, as canções impressionaram pela capacidade de comover com letras simples. São palavras já ditas, mas não dessa forma. A performance mais intensa ficou por conta de “A Vida É Confusão”.
A banda de cinco músicos soube, com talento, preparar a base firme e marcante sobre a qual Nico desfilou suas composições. Versões de músicas conhecidas tiveram boa execução e arranjos. “Dia de Domingo”, de Tim Maia, “A Praça”, de Ronnie Von, “Ana Júlia”, de Los Hermanos, e “Coração de Luto”, de Teixeirinha, foram bastante aplaudidas.
Já o tom de comédia competente apareceu na participação de Hique Gomez tocando violino em uma roupagem calma de “Tô Nem Aí”, canção chiclete que lançou a gaúcha Luka ao “estrelato”.
Mas a adaptação mais elaborada foi a junção, já conhecida dos fãs, de dois grandes sucessos: “Maluco Beleza”, de Raul Seixas, e “My Way”, imortalizada por Frank Sinatra.
No mais, o show teve o mesmo clima agradável do disco, uma dorzinha de cotovelo gostosa, uma vontade de não chorar e um suspiro de saudade. Vale a pena.
*Marcos Cunha é jornalista, músico e colaborador deste blog. marcos@eletrograma.com.br

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